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Os suecos vão às urnas neste domingo (13 de setembro) para eleger os 349 membros do Riksdag, o parlamento nacional, além de conselhos regionais e municipais — em uma eleição que pode tanto devolver o poder ao centro-esquerda quanto abrir, pela primeira vez, uma cadeira formal de governo para a extrema-direita.

Depois da eleição de 2022, um bloco de direita formado por Moderatos, Democratas Cristãos, Liberais e os Democratas da Suécia (SD, de extrema-direita) assumiu o governo com maioria estreita no parlamento, ainda que o SD tenha ficado fora dos cargos formais de ministério, apoiando o governo por fora. Agora, esse arranjo está sob teste: pesquisas de opinião mostram o bloco de centro-esquerda, liderado pelos Social-Democratas de Magdalena Andersson, à frente na maior parte das sondagens recentes — mas com a distância encolhendo nas últimas semanas.

A pauta mudou desde 2022

Um dos pontos mais discutidos entre analistas é a mudança de prioridades do eleitorado. Segurança pública e imigração, que dominaram a campanha de 2022, perderam força relativa, dando espaço a preocupações mais imediatas com o custo de vida: aluguel, alimentação, energia e acesso à saúde aparecem no topo das pautas dos principais partidos em 2026.

Os Social-Democratas concentram a campanha em fortalecer serviços de bem-estar social, emprego e finanças domésticas, mantendo em grande parte as políticas migratórias mais restritivas herdadas do ciclo anterior. Já os Democratas da Suécia mantêm migração, segurança e custo de vida no centro do discurso, com propostas como redução do fluxo de asilo e regras mais duras de cidadania. No campo governista, os Moderados do primeiro-ministro Ulf Kristersson tentam equilibrar a permanência no poder com a pressão interna do próprio bloco.

Por que isso importa fora da Suécia

Ainda que a Suécia seja uma economia pequena para os padrões globais, o resultado tem valor de termômetro: mostra até que ponto pautas de custo de vida estão superando pautas identitárias em democracias desenvolvidas, e testa se o modelo de apoio externo de um partido de extrema-direita (sem assento formal no gabinete) resiste quando esse mesmo partido cresce nas urnas. Para investidores e observadores de política europeia, o desfecho ajuda a calibrar expectativas sobre a coroa sueca e sobre o rumo de outras eleições no continente nos próximos ciclos.

Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.